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domingo, 13 de dezembro de 2009

Pré-Conferência das Cidades - PARTICIPE!

Estivemos neste dia 8 na abertura oficial da 4° Conferência Municipal da Cidade de Ponta Grossa, com poucos participantes, pela minha avaliação.
Para que os segmentos possam participar como delegados na 2° etapa da Conferência, no dia 9 de janeiro, tarde e noite, precisam participar de ao menos uma das Pré-conferências, da mesma forma que nas Conferências de Saúde.
No caso dos Movimentos Sociais (Mov. Populares, ONGs, Sindicatos de Trabalhadores) dentre outros segmentos, temos o seguinte agendamento:
  1. Vila Taques (Bairro Oficinas): 14/12/09 - 19:30h. Rua Aleixo Garcia, esquina com a rua Raimundo Correia.
  2. Vila Castanheira (Contorno Leste): 15/12/09 - 19h, na Associação de Moradores da Vila. Rua Pau Brasil, em frente ao Mercado Ribas.
  3. Vila Sant'ana (Bairro Olarias): 16/12/09 - 19h. Rua Tamborá, 450.
Estejam conosco.
Buscaremos novos angendamentos, mas o tempo é curto.
Para pleitear vaga como delegados, as entidades/movimentos precisam participar de ao menos uma pré-conferência.

Divulguem! Participem!

Repasse de Andresa Jacobs do Grupo Fauna

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PRR-4 defende suspensão de instalação de aterro sanitário próximo a parque nacional no PR

DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PGR

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, emitiu parecer nesta quarta-feira, 25, para que seja suspensa a instalação de um aterro sanitário no município parananense de Ponta Grossa, obra sob responsabilidade da empresa Ponta Grossa Ambiental. Segundo o MPF, além de o futuro lixão ficar a menos de dois quilômetros do Parque Nacional dos Campos Gerais, uma área de preservação, houve inconsistências no estudo de impacto ambiental e irregularidades no processo de licenciamento conduzido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Segundo o parecer da procuradora regional Márcia Neves Pinto, da Procuradoria Regional da Repúbica da 4ª Região, o estudo de impacto ambiental (EIA) foi elaborado com base em dados meteorológicos da cidade de Curitiba, distante cerca de 120 quilômetros do aterro, o que não se justifica, já que em Ponta Grossa existem pelo menos três institutos qualificados para o serviço. Além disso, o solo do local foi apontado no EIA como argiloso, tipo mais impermeável e ideal para aterros. No entanto, a Minerais do Paraná (Mineropar), órgão vinculado ao governo estadual, e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apontam o terrreno como arenoso, o que facilitaria, por exemplo, a contaminação de lençóis freáticos.

A procuradora também questiona a regularidade das licenças prévia e de instalação — primeiras duas das três que compõem o processo de licenciamento (a última é a de operação) — concedidas pelo IAP à Ponta Grossa Ambiental. Conforme Márcia Neves, os documentos não receberam a anuência do ICMBio, gestor do Parque Nacional dos Campos Gerais, contrariando a Resolução 13/1990 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. “Aterros sanitários, por melhor que seja a tecnologia utilizada, acabam por atrair espécies como urubus, baratas, ratos. Além disso, interferem na paisagem de forma bastante agressiva, máxime quando instalado ao lado de um Parque Nacional. Nada mais razoável que se exigir a anuência do órgão gestor da unidade de conservação”, argumenta.

Márcia Neves ainda aponta os riscos econômicos do lixão, que está situado “no centro geográfico da região que concentra a maior parcela das atrações turísticas” de Ponta Grossa. De acordo com a procuradora, a área, somada ao Parna Campos Gerais, constitui “uma reserva valiosa para exploração econômica do turismo e a consequente geração de divisas e oportunidades de trabalho, a exemplo do que ocorre em destinos turísticos nacionais como Foz do Iguaçu (PR), Bonito (MS), Brotas (SP)”.

Trâmite jurídico - Em junho desse ano, 11 moradores da cidade ajuizaram ação popular contra o IAP e a Ponta Grossa Ambiental pedindo anulação do licenciamento para instalação do aterro e a recomposição do estado original do terreno. Em primeira instância, a Justiça Federal determinou que o IAP não emitisse a licença de operação, último requisito para que a empresa pudesse iniciar a atividade comercial. O instituto recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que pode seguir ou não o parecer do MPF.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CPI sobre o Lixo no Paraná

DEPUTADO MARCELO RANGEL VAI PEDIR CPI SOBRE O LIXO NO PARANÁ

Baseado em informações que vinha recebendo seguidamente e mais agora que o assunto se tornou público pela divulgação da Imprensa de Ponta Grossa, o deputado Marcelo Rangel pretende apresentar um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a questão do lixo no Paraná, pesquisando IAP, Secretaria do Meio Ambiente, contratos com o poder público e empresas privadas. “Acho que este é um momento da Assembleia Legislativa se mobilizar. Vou propor aos líderes da situação e oposição a implantação, de uma CPI de forma conjunta pelo Legislativo”.

O deputado apontou que há desconfiança que licenças para a construção de aterros estão sendo expedidas por questões políticas, pessoais ou até mesmo comerciais. “Precisamos evitar que a população do Paraná fique à mercê de decisões equivocadas. A questão dos lixões e aterros envolve não apenas Ponta Grossa e Curitiba, mas todas as demais cidades paranaenses estão sujeitas a este problema.

O deputado pretende ouvir explicações do Instituto Ambiental do Paraná e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente sobre os critérios que estão sendo adotados para esses licenciamentos.

Num breve pronunciamento hoje (9/11) na Assembleia Legislativa, o deputado mostrou sua preocupação com a situação do Lixo em Ponta Grossa, levantada pela imprensa regional no fim de semana. “Se a mídia nos alerta de que Ponta Grossa poderá ficar sem a coleta de lixo, há algo de muito errado com este novo aterro. É muito estranho”, disse o deputado na tribuna da Assembleia.

Rangel lembrou que os alertas sobre o problema do Lixo em Ponta Grossa vêm sendo feitos desde 2004. “O que nos preocupa é que neste tempo todo a Prefeitura não fez qualquer pronunciamento sobre o assunto”. Rangel pretende apresentar um projeto de lei proibindo que o lixo de Curitiba vá para Ponta Grossa e que o lixo regional seja absorvido por aterros específicos e regionais.

Destacou também que uma audiência pública realizada recentemente não teve a presença de nenhum representante do executivo municipal e nem a participação do presidente do IAP.

Na época, frisou o deputado, o prefeito chegou a declarar que não tinha uma opinião formada sobre a questão “e agora nos chega a notícia de que o atual aterro será desativado se não aprovarem a instalação desse aterro particular”.

O deputado também disse que enviou em requerimento ao IAP, solicitando informações sobre a liberação do novo aterro, mas não recebeu resposta. Os próprios empresários chegaram a afirmar na audiência pública que o local no Botuquara não seria o ideal para o funcionamento do lixão, mas que outro terreno indicado não teve negociação com o proprietário.

Rangel frisou, ao fim do seu pronunciamento que a situação do lixo em Ponta Grossa é bastante preocupante e que a atual situação “não está cheirando bem”.

Fonte/Autor:
Assembléia Legislativa do Paraná
Osni Gomes / 41 3350-4083

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Enquete Aterro Sanitário: Vote!

Você concorda com a oposição dos ambientalistas em relação ao novo aterro?
Vote!

[Oposição não só dos ambientalistas! Também do DCE!]

Assine o Abaixo-Assinado do Manifesto: POR UM ATERRO SANITÁRIO PÚBLICO, POR UMA POLÍTICA PÚBLICA EFETIVA DE RESÍDUOS EM PONTA GROSSA

Venha até a Sede Física do DCE e assine o Abaixo-Assinado!

DCE Convida: Atividades Grupo Fauna

Quarta-Feira [11/11] às 19h na Usina de Conhecimento de Ponta Grossa:

Palestras:
"A educação para o consumo consciente: O caso de Cuba”

Palestrante 1: Ercília Maria Angeli Teixeira de Paula – Departamento de Educação da UEPG


“Modelos de Produção e Consumo e suas consequências éticas, sociais e ambientais.”

Palestrante 2.1: Andresa Liriane Jacobs - Usina de Conhecimento de Ponta Grossa/Grupo Fauna


Projeto de Extensão do DEMAT/UEPG em parceria com Usina: Educação para o Consumo Responsável.


Mais informações: 32234242 

E mais!

Dia 23 de novembro
Horário/Local: 9h/Usina de Conhecimento de Ponta Grossa
Evento: Festival de Músicas das escolas estaduais sobre o “Dia do Rio”
 

Dia: 24 de novembro - DIA DO RIO
Horário/Local: 19h/Usina de Conhecimento de Ponta Grossa
Evento: Palestra sobre o “Dia do Rio”

Tema 1: "Recursos Hídricos dos Campos Gerais: a importância da proteção das águas subterrâneas".
Palestrante 1: Mario Sérgio de Melo - Departamento de Geociências da UEPG

Tema 2: “Rio Pitangui: belezas e contrastes”

Palestrante 2.1: Ana Maria Gealh - Departamento de Biologia da UEPG
Palestrante 2.2: Elizabeth Scheffer - Departamento de Química da UEPG

Exposição comemorativa ao Dia do Rio:

“Rio Pitangui: belezas e contrastes” (UEPG)

Período: de 23 a 26 de novembro das 8h - 11h45/ 13h - 17h

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

PGA prepara ação criminal contra 10 entidades sociais

A População precisa se informar sobre o Aterro Privado da PGA e fazer surgir a consciência ambiental!
[repostagem]
Ponta Grossa Ambiental deve protocolar ação até sexta-feira sob alegação de entidades usarem artifícios ilegais para informar a população sobre o novo aterro
Publicado em: 27/10/2009 00:00
Diego Antonelli
A empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA) prepara ação criminal contra 10 órgãos que teriam usado artifícios ilegais para informar a população sobre a construção do novo aterro sanitário, que está embargado pelo Ibama e pela Prefeitura. Um panfleto que está em circulação pelas ruas de Ponta Grossa é o principal motivo para a abertura da ação. "Neste panfleto há muitas inverdades sobre o empreendimento da empresa. Não é justo usar destes artifícios para ludibriar a população", afirma o advogado da PGA, José Salamacha. A ação está sendo formatada e a previsão é de que seja dada entrada na Justiça em aproximadamente uma semana. Ordem dos Advogados do Brasil - Seção de Ponta Grossa (OAB-PG), Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg), Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg), União Paranaense dos Estudantes, Instituto Cidade Viva, Grupo Fauna, Fórum Social em Defesa das Políticas Públicas, Comitê em Defesa de Aterro Público, Diretório Central dos Estudantes (DCE), Centro Acadêmico de Biologia Erasmo Darwin e Diretório Acadêmico de Geografia Luiz André Sartori devem ser os citados através de inquérito criminal na Justiça Estadual. Salamacha afirma que ações civis públicas e demais discussões na justiça são atitudes válidas por quem é contra o empreendimento. "Todos são livres para agir da forma que acredita ser correta. Mas espalhar mentiras e extinguir verdades é algo mais sério", afirma o advogado. De acordo com ele, o material está sendo espalhado pela cidade há aproximadamente 20 dias. Diante da informação da provável ação criminal, Andreza Jacobs, representante do Grupo Fauna e participante atuante dos movimentos que debatem a construção do aterro sanitário, afirma que todo material publicado foi produzido por especialistas da área. "O que foi veiculado é ciência e nós como movimentos sociais e demais órgãos temos a liberdade de nos expressar e nos manifestar sobre temas que dizem respeito aos Campos Gerais", ressalta. Audiência debate aterro sanitário A Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa promove na quinta-feira, às 14 horas, na Câmara Municipal de Ponta Grossa, audiência pública para debater e reavaliar o processo de implantação do aterro sanitário na cidade. A iniciativa de discutir o tema com a população é do deputado Péricles de Mello (PT) ao apontar, em discurso na tribuna da Assembleia, possíveis falhas nas licenças prévias para a execução da obra. Péricles encaminhou requerimento à Comissão de Meio Ambiente convocando a audiência. "É preciso realizar uma discussão ampla com a participação da sociedade civil organizada, entidades representativas, além dos órgãos estaduais responsáveis pelo processo", defende o deputado. Péricles demonstrou preocupação sobre a condução do caso depois que recebeu um relatório preparado pelo professor e geólogo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Mário Sérgio de Melo. O relatório sinaliza que o aterro localiza-se em área de recarga do Aquífero Furnas, importante manancial de águas subterrâneas da cidade. Mostra ainda que fraturas e feições doliniformes (abatimentos) na rocha no local indicam acentuado risco de contaminação do Aquífero; aponta que o local está sobre áreas de proteção permanente (nascentes) que supostamente foram apagadas do mapa do processo para não caracterizar crime ambiental. O terreno, ainda de acordo com o documento, está dentro da área de proteção ambiental da Escarpa Devoniana, junto ao Parque Municipal do Capão da Onça, próximo ao Parque Nacional dos Campos Gerais; região de rico patrimônio ambiental e natural da cidade.

Fonte: JM News

Crea propõe reforma urbana em PG

[repostagem]
Mudanças na legislação e questões sobre o meio ambiente serão sugeridas para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário
Publicado em: 28/10/2009 00:00 Diego Antonelli
Uma carta com 10 propostas de melhorias para Ponta Grossa será entregue amanhã por membros do Conselho Regional e Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) para representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Mudanças na legislação municipal que trata de carros de som e propostas que garantam acessibilidade para portadores de deficiência são algumas das sugestões debatidas em audiência pública, às 19 horas, na sede da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa. As sugestões foram elaboradas por profissionais ligados ao Crea através do projeto Agenda Parlamentar, que discute a aproximação da entidade na elaboração de políticas públicas para os municípios. "Nós esperamos que as sugestões sejam aceitas, já que todas as propostas foram elaboradas a partir de um diagnóstico realizado por profissionais", afirma o Vander Moreno, gerente regional do Crea. Será apresentada uma proposta para alterar a legislação que diz respeito à circulação de carros de som pelas ruas da cidade. "Há uma diferença com o que diz a lei federal e queremos consertar isso. A municipal permite que o volume chegue a 85 decibéis enquanto a federal o limite é 60", explica Moreno. Uma outra proposta defende a adequação dos estabelecimentos comerciais da Avenida Vicente Machado e do Calçadão da Rua Coronel Cláudio às normas de acessibilidade aos portadores de deficiência. Segundo o engenheiro civil, Paulo Roberto Domingues, a intenção é estimular os comerciantes e lojistas da cidade a pensarem na acessibilidade. "Já foi feita a revitalização dessas duas vias e queremos que os lojistas agora pensem também na acessibilidade. Estamos propondo a adequação de apenas duas vias, mas queremos envolver toda a cidade", enfatiza. Além da acessibilidade, as propostas também tratam de outros temas, como a preservação dos solos e recursos hídricos, espaço destinado a vagas para veículos em edificações e limites de armazenamento de botijões de gás GLP. "Hoje não há limite para isso, que é extremamente explosivo e perigoso. Propomos uma lei que dê mais segurança à população", diz Moreno. O secretário municipal de Planejamento, José Ribamar Krüger, afirma que todas as sugestões serão bem recebidas. "Ainda não há uma posição definitiva, mas as proposta e sugestões devem ser estudadas", afirma. Projetos se preocupam com meio ambiente Na área de agricultura serão apresentadas duas propostas relacionadas à preservação do meio ambiente. A primeira sugere a realização de um convênio entre a Prefeitura de Ponta Grossa, Associação dos Engenheiros Agrônomos dos Campos Gerais (AEACG) e Crea para facilitar a regularização dos pequenos produtores da região à legislação ambiental, principalmente ao Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente. A outra proposta prevê a elaboração de um projeto de lei estabelecendo incentivos aos proprietários rurais que preservem recursos naturais, principalmente as nascentes e cursos d'água. Para o engenheiro agrônomo e diretor da AEACG, Luiz Francisco Vaz, as propostas foram pensadas para melhorar a qualidade de vida da população. "Não queremos ser apenas um clube de agrônomos. Queremos fazer parte do processo decisório do município, mostrando para a população a importância do Engenheiro Agrônomo para a sociedade e como podemos contribuir para melhorar a vida das pessoas", finaliza.

Fonte: JM News

ICMBio se posiciona contrário ao aterro

[repostagem]
Ibama afirma que o embargo sobre o aterro é "irreversível até que sejam esclarecidos" os riscos da obra
Publicado em: 30/10/2009 00:00 Diego Antonelli

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se posiciona contrário à construção do novo aterro sanitário da Ponta Grossa Ambiental (PGA). A revelação aconteceu ontem em audiência pública, realizada na Câmara Municipal, que debateu a instalação do empreendimento. "O ICMBio já se posiciona contrário ao aterro sanitário no local em que está planejado para ser construído por entender que a paisagem do local sofrerá grandes impactos, além de estar localizado muito próximo do Parque Nacional dos Campos Gerais", afirma a representante do órgão, Maria Rita Puhner.

Ela que também ocupa o cargo de procuradora da superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Paraná, afirma que o embargo sobre o aterro é "irreversível até que sejam esclarecidos" os riscos da obra. "Foi feita a análise do material e os estudos estão sendo realizado. Já que o aterro deve funcionar por décadas é necessário todos os esclarecimentos para o Ibama tomar a decisão correta", afirma.

A audiência que contou com presença de grupos favoráveis e contrários ao empreendimento – divididos no auditório do plenário – foi formada por políticos, engenheiros, técnicos e geólogos que debateram a questão e ouviram os esclarecimentos e explicações dos diretores da PGA. "Estamos construindo um aterro com características regionais para durar por muito tempo. Tomamos todos os cuidados de impermeabilizar o solo, com tecnologia de última geração", ressalta o diretor da PGA, Marcus Borsato.

Os deputados estaduais, Marcelo Rangel e Péricles de Mello, questionaram a possibilidade de o aterro receber lixo de outras cidades. Borsato confirmou que existe tal chance. "Tem possibilidade, sim, de outras cidades depositarem o lixo ali. Mas não está nada certo", diz o empresário. O novo aterro terá a capacidade de recolher 650 toneladas de lixo por dia. Ponta Grossa produz hoje 200 toneladas diariamente.

De acordo com Borsato, não existem riscos de danos de ambientais no local. "Nós pesquisamos todas as regiões de Ponta Grossa que poderiam ter aterro. Estamos ocupando o equivalente a 0,0150% da Área de Proteção Ambiental (APA)", afirma.

Já o geólogo Mário Sérgio de Mello, apoiado por dados técnicos, diz que é necessário haver consciência ambiental antes de qualquer empreendimento. "Questões ambientais não são apenas questões de tecnologia. Dizem respeito ao homem e aos danos que podem aparecer no futuro. O aterro está sobre o Aquífero Furnas, o risco de contaminação existe", declara.

Procurador acusa IAP de ‘crime’

O promotor Robertson Fonseca de Azevedo, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio ambiente do Ministério Público, afirmou que o embargo das obras do aterro por parte do Ibama é consequência da atuação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). "Já existem investigações de licenças ambientais irregulares expedidas pelo IAP em outras situações, o que caracteriza crime. Por isso que o Ibama teve que agir para ter a conduta correta", afirma.

O advogado Marcius Nadal – representante da Ordem dos Advogados do Brasil – acredita que é necessário pedir o afastamento do presidente do IAP, Vitor Hugo Burko. "Ele age de forma equivocada e passa por cima do Ibama. Isso não existe", afirma.

Fonte: JM News

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Debate sobre Aterro em Ponta Grossa tem Grande Repercussão e lota Auditório


No dia 27 de março do corrente ano, o DCE em parceria com o Diretório Acadêmico de Geografia Luiz André Sartori (DAGLAS) e Centro Acadêmico de Biologia Erasmus Darwin (CAED), promoveram um debate sobre: “As conseqüências sócio-ambientais da implantação de um Aterro Sanitário na cidade de Ponta Grossa”. O encontro foi realizado no auditório do Observatório Astronômico da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Campus Uvaranas e teve como objetivo informar a comunidade acadêmica, professores e demais membros da sociedade civil sobre os impactos que um aterro pode provocar em uma área onde as propriedades do meio físico tornam o local vulnerável a impactos.

A abertura do debate foi realizada com a palestra do hidrogeólogo Amin Katbeh com a apresentação sobre Águas Subterrâneas, onde foram discutidas as particularidades da Formação Furnas, um aqüífero estrutural, isto é, onde as fraturas acumulam e conduzem a água. Ressaltou a importância da preservação do Aquífero Furnas tanto para o abastecimento público quanto para as grandes empresas como Kaiser (FEMSA) e Masisa, empresas estas que se instalaram na cidade pela qualidade da água deste reservatório.

Em seguida a apresentação do Professor da UEPG Carlos Hugo Rocha abordou a questão da disposição final dos resíduos sólidos em aterros sanitários e apresentou informações preliminares sobre o local do novo aterro de Ponta Grossa, empreendimento da Empresa Ponta Grossa Ambiental. A área apresentada para a construção do aterro está situada a aproximadamente 2 km do Aterro Botuquara na bacia do Rio Verde. O local apresenta inadequações para a implantação do empreendimento, principalmente por se superpor a uma APP (Área de Preservação Permanente) e por estar situada em área de recarga do Aqüífero Furnas, o qual é responsável pelo abastecimento do manancial de águas subterrâneas da região de Ponta Grossa.

O debate teve início com uma mesa composta pelos palestrantes Amin Katbeh e Carlos Hugo Rocha, a representante do ICMBIO/IBAMA e chefe do Parque Nacional dos Campos Gerais Maria Carolina Guarinello de Oliveira Portes e Cyrus Augustus Moro Daldin representante do IAP Ponta Grossa. Ressalte-se a ausência do Sr. Harry Luiz Ávila Teles (diretor do IAP Curitiba) no debate, sendo o nosso principal convidado para prestar esclarecimentos sobre a licença prévia concedida para a Ponta Grossa Ambiental. Foi protocolado ofício no IAP solicitando sua presença no debate, mas não houve retorno nem explicação sobre sua ausência.

Em resposta a uma pergunta, Cyrus Augustus Moro Daldin representante do IAP Ponta Grossa reconheceu que o encaminhamento do processo de licença não percorreu todas as instâncias do IAP as quais deveriam ter passado. A representante do ICMBIO/IBAMA e chefe do Parque Nacional dos Campos Gerais Maria Carolina Guarinello de Oliveira Portes disse que tendo em vista as irregularidades do encaminhamento do processo, deve-se encaminhar o mesmo via ação do Ministério Público.

Faltou espaço no auditório, em torno de 150 pessoas compareceram ao debate, um marco no movimento estudantil da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Apesar da população estar desinformada sobre o que está acontecendo, a imprensa, que foi acionada para cobrir o debate e fornecer informações sobre o aterro, não compareceu. Uma empresa particular foi contratada para filmar o evento e não divulgou quem a contratou para prestar este serviço. As informações que a população ponta-grossense está recebendo da mídia sobre o novo aterro são propagandas do negócio fornecidas pelo empreendedor, onde muitos assuntos importantes são omitidos.

Estavam presentes no debate a comunidade acadêmica e professores da UEPG, representantes do CONDEMA, da Câmara Municipal de Vereadores de Ponta Grossa, alunos e professores do Curso Técnico em Meio Ambiente do Colégio Polivalente e Grupo Fauna.

O movimento estudantil não é contra o empreendimento, pois sabemos que Ponta Grossa necessita de um novo aterro. Somos contra o local proposto pela Ponta Grossa Ambiental para a implantação do mesmo. Esta área é bastante vulnerável, possui vários problemas geológicos, topográficos, hidrográficos, os quais criam um recurso natural que é um bem coletivo (água subterrânea) que deve ser preservado e não ameaçado, nem destruído. As opiniões sobre o empreendimento estão surgindo, mas estão sendo calcadas em diversas pesquisas e estudo de casos. A comunidade científica está embasada em pesquisas de muitos anos sobre a região dos arenitos da Formação Furnas, de tal maneira que o parecer técnico destes profissionais deve ser
levado a sério e ser respeitado pelos empreendedores.

Uma equipe de trabalho, composta por Profissionais da UEPG e outras entidades estão avaliando o EIA RIMA fornecido pela Ponta Grossa Ambiental. Vários problemas encontrados no relatório serão apontados na próxima reunião do CONDEMA, que será realizada na Câmara Municipal de Vereadores de Ponta Grossa, no dia 23 de abril (quinta-feira).

O movimento estudantil está presente e é a favor de um local adequado para instalação do empreendimento da Ponta Grossa Ambiental.